Filet mignon com cognac e sua história

Comprei um filet mignon extra limpo, completamente sem gordura.  Ao retirar da embalagem, ele não era uma peça única, então decidi cortar logo em cubos.  Grandes, e que ficassem com o interior úmido.  Uma vez que um bom filet deve ter seu molho deglaçado com uma bebida, escolhi o clássico cognac.  Para susto do cliente principal, passei a mão em uma garrafa de Courvoisier, que estava encostada no armário de bebidas.  Conto a história deste cognac mais abaixo.



Cubos de filé mignon com cognac
  • 1kg de filet mignon limpo, cortado em cubos grandes
  • 3 colheres (sopa) de óleo de canola
  • 1 cebola grande, cortada em pedaços
  • 1 colher (chá) de manteiga
  • 1/2 xícara de cognac 
  • 1 colher (chá) de tempero completo Arisco (sem pimenta)
  • pimenta do reino
Cortar os cubos de filé e temperar com pimenta do reino e tempero completo para carne, sem pimenta.  Se não tiver o tempero, triture um pouquinho do tomilho desidratado junto com a pimenta do reino e sal em um pilão e espalhe com os dedos em toda a carne.

Colocar o óleo para esquentar em uma frigideira de ferro em fogo alto (ou de alumínio, mas jamais anti-aderente).  Quando estiver bem quente, colocar os cubos de filés e deixar dourar por todos os lados.  Quando estiverem dourados, retirar do óleo e reservar.

Recolocar a frigideira no fogo, abaixar a chama para fogo baixo, colocar a manteiga e a cebola, e misturar até dourar a cebola.  Despejar o cognac e deglaçar os sucos colados na frigideira, raspando com uma colher de pau.  Recolocar os cubos de filé na frigideira para aquecer, desligar o fogo e servir.

Courvoisier
crédito da foto: site Tripadvisor

Um pouco da história do Courvoisier de Napoleon

Com a Revolução Francesa e o país ainda se recuperando de suas batalhas, Napoleão Bonaparte tomou posse do trono.  Nesse clima de incertezas, um senhor chamado Emmanuel Courvoisier e Louis Gallois, prefeito de Bercy, decidiram abrir uma fábrica de bebidas e vinhos no subúrbio de Paris, logo ao norte do rio Sena, em Bercy.  Era o local perfeito: ao lado do Sena facilitava o transporte, a região já comercializava vinhos e estava logo do outro lado das muralhas que cercavam Paris, logo não tinham que pagar impostos.

A fama desses dois senhores cresceu rapidamente entre os conhecedores de brandy, tanto que a fábrica em Bercy foi honrada com a visita do próprio Imperador Napoleão.  Diz a história que ele começou a oferecer pequenas dores de cognac às suas tropas de artilharia para levantar a moral, dizendo "enquanto vocês marcham, para levantar suas forças, tanto quanto possível, vinho pela tarde e conhaque pela manhã".

Depois de sua derrota na Batalha de Waterloo, Napoleão foi exilado na ilha de Santa Helena, a meio caminho entre a África e a América do Sul.  Diz a lenda que ele levou nessa viagem de 67 dias para a ilha, no HMS Northumberland muitos barris da bebida, que passou a se chamar "Brandy de Napoleão".

Veja um pouco mais da história no site do Courvoisier .

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